O que a filha de um técnico de um grande time de futebol paulista e um humorista de televisão têm em comum com o jornalismo online? Muito sucesso no Twitter! Além de jornalistas, Camilla Menezes e Danilo Gentili são responsáveis por dois dos perfis com maior número de seguidores no Twitter – microblog que é uma das ferramentas de maior sucesso para divulgação de informações no mundo virtual.
Camilla é mestre em Jornalismo Internacional pela City University de Londres; trabalhou em rádio como correspondente internacional e passou por outras redações internacionais como a CNN Internacional (em Londres) e na Rádio ONU (em Nova York). Hoje, Camila está no comando de um dos perfis mais acessados do país e do mundo, com mais de 1 milhão de seguidores – o @manomenezes é de ninguém mais, ninguém menos (na “teoria”) de seu pai, o técnico do Corinthians Mano Menezes.
Já o repórter do Custe o Que Custa (CQC), da Rede Bandeirantes, Danilo Gentili escreve em seu próprio twitter – o @danilogentili. Com mais de 410 mil seguidores, o twitter do jovem traz o estilo irreverente e as mensagens engraçadas e sarcásticas que o fizeram despontar como um dos mais talentosos representantes do gênero stand-up comedy. No ano passado, Gentili rebeceu o prêmio de Humorista do Ano pela Revista Veja.
Camila e Gentili participam do painel “Jornalismo sem intermediários – Twitters e blogs aproximam fonte e consumidor de informação” durante o 3º MediaOn – Seminário Internacional de Jornalismo Online. O debate também contará com o jornalista Altino Machado, do Blog da Amazônia, de Terra Magazine. A mediação do debate ficará por conta de Marion Strecker, diretora de conteúdo do UOL.
O público poderá acompanhar o painel ao vivo no Itaú Cultural, no dia 28, às 17h. É preciso chegar com meia hora de antecedência para garantir o acesso à sala de debates.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Publicidade online não cresce tanto quanto público
Hermano Freitas
do 3º Seminário de Jornalismo Online
do 3º Seminário de Jornalismo Online
Para Marcos Foglia, diretor do Clarín Global, braço virtual de um dos maiores e mais importantes grupos de mídia argentinos, a preocupação maior do veículo é com qualidade, não viabilidade comercial. Ele diz ter ciência de que a receita com publicidade online não cresce na mesma velocidade do público, mas aposta no modelo de vendas de espaço publicitário e participação de leitores em sorteios. Foglia falará sobre internet e jornalismo online na América Latina nesta quarta-feira (28) no MediaOn – 3º Seminário Internacional de Jornalismo Online, realizado em São Paulo pelo Instituto Itaú Cultural e pelo Terra, empresa de internet e mídia digital líder na América Latina, e com apoio da BBC Brasil e da CNN. Quando perguntado sobre um dos mais polêmicos assuntos de seu país, a lei de meios, que pode resultar no desmembramento do Clarín, limita-se a dizer que a situação é “muito delicada”. Confira os melhores momentos da entrevista:
Quando o Clarín primeiro lançou sua versão digital? Existe na migração de conteúdo uma preocupação em se adaptar comercialmente a uma época em que a tendência é uma receita publicitária encolhida?
Desde 1996, ano da primeira versão digital do Clarín, trabalhamos constantemente para colocar cada vez mais conteúdos do jornal na internet. Não temos tanta preocupação com a viabilidade comercial quanto com a qualidade da informação. Sabemos que a receita não crescerá na mesma relação com o público. Nossa meta é oferecer o melhor jornalismo para o leitor, seja online seja em outras mídias.
E quem paga esta conta?
Nosso modelo comercial no online é o de conteúdo gratuito do jornal para o leitor, com a venda de espaços publicitários. Há também sorteios, jogos de perguntas e respostas e outras formas de contribuição do leitor.
O senhor considera importante ter um grande veículo tradicional por trás do portal? É melhor ser assim ou é preferível ser apenas portal?
Não existe melhor ou pior, são apenas modelos diferentes. Mas ainda tratamos do mesmo objetivo, que é produzir um jornalismo qualificado e conquistar audiência. O que pode mudar é que existe uma troca cultural entre o impresso e o online, quando aquele existe. E isso enriquece o impresso.
Recentemente foi aprovada no Senado a Lei de Meios. O que muda a partir desta brusca ingerência estatal na indústria midiática argentina? Seria a tentativa de cobrar uma conta histórica pelos constantes socorros às empresas em momentos econômicos difíceis?
Olhe, é muito difícil saber o que vai acontecer daqui para a frente. A situação é muito delicada. Não sou a pessoa adequada para comentar.
Mais importante que audiência é leitor qualificado
Hermano Freitas
do 3º Seminário de Jornalismo Online
do 3º Seminário de Jornalismo Online
A cada nova geração, os jornais são menos lidos e o jornalismo de qualidade é cada vez mais caro. A migração do conteúdo para mídias tradicionais não significa aumento na receita. A fórmula para solucionar estas dificuldades da atividade midiática para o diretor do Clarín Global, Marcos Foglia, é “qualificar” os leitores. “É muito importante ter uma audiência qualificada, porque não há como competir com o imenso tráfego dos sites buscadores”, disse Foglia.
Segundo o gerente de mídias digitais do grupo argentino, a maneira de lucrar através disso é capitalizar na forma de anúncios com preços diferenciados em função da “qualidade” de quem acessa o portal. “Quem vai ao Clarín está atrás de informação, então é diferente de um usuário de um buscador ou de mídias sociais, que é um grupo muito aberto, sem segmentação”, disse. Ele afirma que esta é uma possibilidade pela qual “estão lutando”.
Foglia afirmou que o Clarín tem um portfólio com veículos de todos os tipos, que vão desde jornais e sites de notícias até produtos de vídeo, rádio, blogs e sites de anúncios. Ele disse que ainda não há um público para o “kindle” na Argentina, mas não descartou utilizá-lo no futuro. “É preciso trabalhar em todas as áreas, já que a internet tem vários nichos. A arrecadação de receita deste meio está mudando e é preciso estar atento a todas as possibilidades”.
O executivo preferiu manter o silêncio sobre um dos mais polêmicos assuntos de seu país: a lei de meios. Pela lei de imprensa argentina aprovada no Senado Federal, o conglomerado do qual o Clarín faz parte pode ser obrigado a se desmembrar por força da regulação. “Sabia que seria questionado sobre isso, mas o Clarín tem pessoas adequadas para isso e eu não sou uma delas”, limitou-se a dizer.
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